Os jogos de tiro mais jogados são os conhecidos como FPS (First Person Shooter) ou, em português, jogos de tiro em primeira pessoa. Neste caso o diferencial é que a visão do jogador é a visão do personagem. Além desses, há também os jogos side-scrolling , de avião, de mira ou ainda diversos outros modos. Os principais jogos na preferência da garorada são Doom, Quake, Heretic, Hexen, Rainbow Six, Half-Life, Counter Strike(CS), Unreal Tournament, Battlefield, Bioshock, Medal of Honor, Call of Duty(COD), Halo, Crysis. Nas lojas, estes são os mais vendidos. Os jogos que você encontrará aqui no site de jogos de tiro são, em sua maioria, mais simples que os de console, mas podem trazer um pouco de emoção para quem gosta de brincar de tiro ao alvo. Divirta-se.
Ter um blog de jogos de tiro é pensar um pouco acerca da violência também. Isso nos remete a Michel Foucault. Ele, como os livros trazem, tinha um interesse especial pelos temas da violência e da disciplina. Ele queria entender de que maneira e por que razões as diferentes sociedades estabelecem aquilo que as pessoas devem fazer e aquilo que é visto como inapropriado (e implica algum tipo de punição ou sanção). Como explicar que certos comportamentos e atitudes, antes vistos como justos e corretos por determinado grupo social, sejam por ele repudiados mais adiante? O caso da abolição da pena de morte no Brasil é um bom exemplo dessa mudança de atitude em relação às concepções de justiça. Como explicar que em determinadas situações o uso da violência seja visto como justo e legítimo e em outras como abominável e ilícito? Durante muito tempo, nos lembra Foucault, a lei da violência, mais do que a violência da lei, foi vista como a única forma legítima de fazer justiça. Torturas longas e cruéis eram aplicadas no intuito de restabelecer a ordem interrompida pelo crime ou pela transgressão. Mas, a partir do século XVIII, as torturas corporais e as humilhações morais foram pouco a pouco substituídas pela ideia da "punição humanizada". As penas corporais passaram a ser consideradas inaceitáveis, e em seu lugar foram propostas outras maneiras de "resgatar o homem por detrás do criminoso". Na base dessas alterações, a sociedade contava com novos saberes desenvolvidos em campos distintos do conhecimento como a criminologia, a psiquiatria e a sociologia. O objetivo já não era simplesmente condenar quem cometeu a falta, mas reabilitar o criminoso como cidadão.
Ao longo de mais de duzentos anos assistimos ao que Michel Foucault chamou de "humanização dos processos penais". A justiça deixou de ser executada em praça pública para se realizar nos tribunais; em vez de corpos esquartejados, os condenados deveriam ser levados para as prisões. O criminoso passou de objeto passivo da vontade do soberano a sujeito detentor de direitos - direito, à defesa, a um julgamento justo, à reintegração à sociedade uma vez cumprida a pena. O sistema judiciário como um todo tornou-se mais racional. Ainda assim, a violência continua a aparecer na tv e, por isso, o interesse em jogos de tiro vem crescendo dia-a-dia.
Veja abaixo um vídeo com uma reportagem da Rede Globo a respeito do grupo de atiradores de elite do BOPE. Vejam, inclusive, uma ação na qual houve a eliminação do bandido.