Jogo de tiro em monstros



Atualmente está na moda brincar com jogos de matar zumbis, monstros e tudo mais. Isso não é exatamente um reflexo da violência urbana, mas pode ser uma saída para brincar de forma sadia.

Nos últimos tempos falamos bastante aqui sobre as manifestações sociológicas relacionadas à violência. De acordo com muitos depoimentos colhidos pela antropólogos, o crime muitas vezes não é classificado pe­los moradores conforme os critérios da classe média. Era considerado crime roubar os iguais: negros, pobres e marginalizados. Crime era a polícia chegar e atirar em qualquer um, sem se importar se os alvos eram bandidos ou não. Crime era a mídia tratar os mais pobres como pes­soas ruins e sem futuro.

Nos mais de vinte anos que nos separam da publi­cação da pesquisa de Alba Zaluar, o problema da segu­rança pública tornou-se ainda mais dramático, tanto no Rio de Janeiro como nas demais áreas metropolitanas do país. Cresce o número de crimes contra o património (rou­bo, extorsão mediante sequestro), de homicídios conecta­dos com o "crime organizado", de violações de direitos humanos. Como argumenta o sociólogo Sérgio Adorno, a emergência do narcotráfico promoveu a "desorganização das formas tradicionais de socialidade entre as classes populares urbanas, estimulando o medo das classes mé­dias e altas e enfraquecendo a capacidade do poder públi­co em aplicar lei e ordem".

A violência urbana não é uma exclusividade brasi­leira. Nossos índices de violência são, porém, assustado­ramente altos quando comparados aos de outros países. Uma situação tão crítica não permite uma explicação única. Vejamos, então, uma outra interpretação possível do fenômeno.



Este jogo de tiro é bem simples. Você precisa acertar os monstros que aparecem, pois só assim conseguirá dinheiro para consertar seu carro para conseguir dair desse buraco do inferno.